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Cachimbos Charatan
Por Castro Valdomiro
A marca Charatan iniciou e foi dirigida por Frederick Charatan, um
imigrante russo, em 1863 em Londres.Eles iniciaram fazendo os seus próprios cachimbos de briar a partir de
ebuchauns, e assim continuaram por aproximadamente 97 anos.
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Seu filho Reuben assumiu os negócios
quando seu pai se aposentou por volta de 1910, e a esposa de Reuben teve que
vender os negócios quando ele faleceu.
Eles iniciaram fazendo os seus próprios cachimbos de briar a partir de
ebuchauns, e assim continuaram por aproximadamente 97 anos, até 1960,
totalmente dirigida pela família Charatan. Eles se jactavam de que a marca
Charatan era a marca dos melhores cachimbos do mundo.
Para alguns de nos, isto é somente a declaração de um fato. Existia um
comentário por volta de 1960s que a Dunhill, a Comoy, a Barling e o resto
sempre tentaram fazer formas perfeitas sem se preocuparem com a aparência
dos veios do briar, enquanto a Charatan buscava o veio perfeito sem se
preocupar tanto com a forma. E este comentário era verdadeiro. Os
fabricantes de cachimbos Charatan sempre buscaram pelo absolutamente melhor
veio que eles pudessem obter do briar disponível.
Charatan não fazia os seus cachimbos da mesma forma que qualquer dos outros
cachimbos da época. As outras companhias usavam diversas máquinas
automatizadas para dar forma aos seus cachimbos, assim eles obtinham somente
o que a máquina produzia. Os cachimbos da marca Charatan eram feitos a mão
desde o seu início e assim continuou enquanto a fábrica de Prescott Street
esteve em serviço.
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Na realidade a Charatan não tinha condições de fazê-los diferentemente. Eles
não possuíam o maquinário necessário para produzir um cachimbo "feito à
máquina" até que a Ben Wade foi comprada em 1965, e, até 1973, eles ainda
não tinham colocado esse tipo de maquinário na fábrica da Prescott Street.
No caso dos cachimbos com o logotipo CP, a cartela de formas era uma
aproximação, e não uma promessa. Seus mestres artesãos eram capacitados o
suficiente para chegarem bem próximos a uma duplicação do cachimbo feito
anteriormente, mas nunca exatamente. A única maneira de se obter um cachimbo
feito desta maneira nos dias de hoje seria comprar de pessoas como Mark
Tinsky, David Jones, Bo Nordh ou outros poucos mestres artesãos que fazem
tudo a mão. Os mestres da marca Charatan não usavam nem mesmo tornos,
furadeiras, esmerilhadeiras ou lixadeiras. Formão e lixa eram o suficiente
para a maior partes do seu trabalho.
A Charatan não curava o seu briar como qualquer outra companhia fazia. Como
supremos trabalhadores da madeira da Inglaterra do passado, a Charatan,
Charatan extraia as seivas do briar através de cozimento a vapor sob pressão
e depois secava o briar em estufa por um extenso período de tempo. Isto dava
a eles a menor parcela de desperdício de que qualquer das outras
técnicas.Isto também deixa a madeira com os poros completamente abertos e
nenhum sabor desagradável ou seiva restava na madeira. A razão deste
trabalho extra por parte da Charatan não era para apressar a cura do briar,
mas sim para permitir que a madeira estivesse completamente livre das
resinas e seivas que pudessem deixar sabor na fumada.
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A maioria das
companhias simplesmente seca as suas madeiras a ar (claro que, depois deles
terem sido fervidos na primeira parte do processo), assim, sempre sobra
algum sabor das resinas e seivas. Na realidade, a Dunhill iniciou o seu "oil
curing" originalmente para se ver livre das mesmas seivas e resinas. Os
óleos que a Dunhill usava deixam o seu próprio sabor, mas é tão noticiável e
forte quanto o sabor desagradável que certos compradores percebiam.
Em 1960, a Charatan foi vendida para a Lane Limited. Com exceção da
introdução da piteira Double Comfort, a Lane deixou a companhia sozinha,
dirigida pelos seus próprios funcionários, até por volta de 1965. No final
de 1965, a Lane fez "algumas mudanças", como se verá abaixo, o que gerou o
mito dos cachimbos "pré-Lane" e "pós-Lane". Em 1978 ou 1979, a Dunhill
comprou a Lane Limited, e este foi o fim da marca Charatan como uma firma independente. Por mais de um século, no entanto, a Charatan fez o melhor
cachimbo do mundo.
Por volta de 1982, a Dunhill tinha fechado a fábrica da Prescott Street, e
todos os Charatans tornaram-se Dunhills. Entre 1978 ou 1979 e 1982, os
Charatans eram feitos na Prescott Street, mas marcados, por ordem da
Dunhill, com a marca D.C. Na maioria das vezes, eles mantinham a mesma
qualidade dos antigos Charatans.
Existe a forte suspeita que a Dunhill pegou alguns dos últimos cachimbos
classificados Selected e Supreme e colocou a sua própria marca neles. Isto
decorre do fato de terem sido vistos Dunhill marcados "Great Grain" com uma
distinta aparência Charatan. É difícil não se perceber a forma que se obtêm
quando o veio é o mais importante.
Depois de 1988, o nome Charatan tornou-se propriedade da companhia J.B.
Russell, e admite-se aqui que pouco, ou quase nada, se sabe a respeito dos
"Charatans" da J. B. Russell.
O que se pode dizer dos cachimbos Charatan Belvedere, feitos até 1965:
Os Belvedere These possuíam veios bem retos, mas de gramatura fraca. Estes
eram os Charatans lisos de classe inferior e tingidos cor de ameixa para
realçar os veios.
Os Belvederes eram cachimbos de aprendizes, encontrados em um número
reduzido de formas, e para a Charatan, de feitura barata. Eles eram, o
equivalente em classificação, o que o Bruyere é para a Dunhill. Para a marca
Charatan, eram exercícios de habilidade dos aprendizes. O aprendiz tinha uma
forma numerada para copiar, dar acabamento, fazer a piteira e depois
estampar o número do desenho. Os bons eram classificados e vendidos,
enquanto os com defeitos ou pequenas marcas eram descartados.
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