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As melhores Cachaças do Brasil
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As Melhores cachaças do Brasil
por Celso Nogueira e Maurício Maia |
Na edição de abril/07 da revista Playboy saiu o novo ranking da cachaça nacional.
Conheça as quinze primeiras:
2 – Anísio Santiago (Salinas/MG)
3 – Canarinha (Salinas/MG)
5 – Claudionor (Januária/MG)
10 – Piragibana (Salinas/MG)
11 – Maria Izabel (Paraty/RJ)
12 – Indaiazinha (Salinas/MG)
15 – Mato Dentro (São Luiz do Paraitinga/SP)
Cada jurado escolhia dez cachaças. Meu voto foi o seguinte, com a classificação final do júri após o nome da cachaça, entre parênteses:
As cachaças de Celso Nogueira
As cachaças de Maurício Maia
Participei do júri junto com o Celso Nogueira e mais outros 11 profissionais e apaixonados pela bebida. Escolhemos as 20 melhores cachaças do Brasil.
Cada jurado escolhia dez cachaças. Fiz a minha seleção baseado em critérios pessoais e de qualidade, sem pensar muito em preço ou origem. Das 10 que escolhi 8 entraram para o ranking, menos a da Tulha, acredito que por ser uma marca nova e ainda pouco conhecida, e a Maré Alta, que não é mais produzida desde 2003.
As 10 de Maurício Maia (entre parênteses a colocação no ranking da revista):
Chama a atenção a convergência dos votos dos jurados para algumas marcas. Afinal, profissionais e apreciadores de origem diferente chegaram com certa facilidade a um consenso. Deixando de lado as classificações, podemos dizer que a lista é uma ótima recomendação para quem quer escolher cachaça.
Claro, sempre há injustiças e omissões. Cachaças espetaculares ficaram de fora, há um excesso de marcas de Salinas, o que era de se esperar, pois a região é hoje a mais importante na produção de cachaça de qualidade. Mas que não reflete a diversidade regional da bebida.
Outra omissão importante, que talvez merecesse avaliação à parte, foi das cachaças orgânicas, cujo crescimento tem sido espetacular em termos de qualidade.
De todo modo, constam da lista cachaças dos centros produtores mais destacados, como Januária/MG, Sul e Nordeste. Chamo a atenção para a presença do Vale do Paraíba/SP, com duas pingas (Mato Dentro, de São Luiz, e Sapucaia, de Pinda). Ademais, a região é vizinha da tradicional Paraty, também presente na lista com a Maria Izabel e a Corisco, esta última do mesmo alambique que faz a Paratyana.
Portanto, o Vale do Paraíba/Paraty aparece em segundo lugar, como região, com quatro marcas entre as vinte. Perde apenas para Salinas.
Em termos de custo, compartilharam espaço pingas caras, como Anísio Santiago, que custa quase duzentos reais, e baratas, como Corisco e Claudionor, na faixa dos dez reais. Felizmente não foi um ranking das melhores cachaças caras. O júri soube deixar em segundo plano o custo, concentrando-se na qualidade.
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Por
Celso Nogueira - tradutor, editor e redator
especializado em alimentos e bebidas, trabalha
com marketing de relacionamento em uma multinacional
e faz traduções literárias
e gastronômicas, além de realizar
palestras e conduzir degustações
sobre gastronomia, cachaça e charutos.
Foi um dos fundadores e atuou como diretor da
confraria Cigar Club.
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Maurício Maia - cachacier,
consultor de cachaças e publicitário |
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